Quem sou eu

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Pátria, Amada, Brazil
Apenas um rapaz, um rapaz que não tem medo de mostrar seus sentimentos, aliás, tem orgulho. Amor não é algo para ser guardado oculto dentro de nós, mas sim dividido com o mundo, pois o amor está em falta ultimamente...
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nuvens que dançam



Os ventos trazem uma fragrância úmida que denuncia a chuva prestes a cair.
É fascinante ver o baile de nuvens; montando figuras, mosaicos de algodão nos ares. Como se Deus estivesse a pintar um quadro numa tela em branco no céu. Mas agora elas formam um espesso cobertor que é puxado sobre nossas cabeças imparciais. Um lençol de retalhos escuro e furado que se estende sobre a cidade.

Ouvir o rufar profundo dos tambores dos céus é intimidador.
Olhando a escuridão das nuvens acima, percebo que é parecida com a escuridão dentro de mim. Um vazio, um nada, um vácuo no meu peito onde a luz não alcança. Uma penumbra que só você iluminaria. Mas você não está aqui, não é mesmo?

Deitar-me e notar que passarei mais uma noite sozinho é revoltante. Ter a plena consciência de que poderíamos estar nos sufocando de desejo agora, é uma agonia que pára o maldito tempo.

Enquanto sonho com o dia que lhe encontrarei, observo as nuvens; minhas únicas amigas, companheiras para todas as horas, pois sentem minha tristeza e vêm chorar comigo.

02/12/11 – 00h20min

domingo, 13 de novembro de 2011

Perdão





Vivemos uma hipocrisia de desejo e julgamento. Pecamos e admitimos, mas não paramos. Continuamos escravos daquelas vontades sujas e primitivas.
Queria poder envolver seu rosto com carícias leves, olhar no fundo do castanho quase negro dos seus olhos e pedir pelo perdão.

Saber que a decepção que eu te causo e afasta você de mim é como torcer um punhal no meu peito. A consciência de não ser bom o suficiente para aquela que me entregara o coração é uma lenta morte de dentro para fora.
Não vou culpar o mundo por me oferecer tamanha variedade de sabores e sensações exóticas, culpo a mim mesmo por querer experimentar todas.
“A carne é fraca”. Quantas vezes já me ouvira falar isso?
Vou reformular esse dogma: “sou fraco”.

Minha súplica é simples: não desista de mim.

Perdoa-me por ser o que sou.
Perdoa-me por ter errado.
Perdoa-me por não estar do seu lado.

Jamais desistirei de você e da eternidade de felicidade que podemos ter juntos. Você é meu abrigo. Tudo de que preciso nessa vida implacável.
A distância é um agravante para nossas recaídas tristes. Sua ausência me envenena com a necessidade de descarregar meus desejos no que estiver de mais próximo. Se estivéssemos juntos, banharia você a cada minuto com o mais belo sentimento que já me correu às veias.

Agora sei o gosto do arrependimento, e é muito pior do que eu poderia imaginar. Venha suturar os pontos nos meus lábios, que se cortaram ao proferir palavras afiadas e mentirosas. Cuida do meu único bem – meu coração.
Compreenda que não me orgulho do que fui e que pretendo mudar o que sou, para um dia ser o que você sempre sonhou.

Eu te amo.

14/11/2011 – 00h34min

sábado, 29 de outubro de 2011

Inspiração




Como uma árvore acenando com a brisa um leve adeus para o Outono que se vai, ainda despreparada para o Inverno que promete castigar. Eu vou perdendo minhas folhas, pedaços de mim se desprendem e voam sem rumo.
Minha paixão e inspiração são apenas mais duas folhas mortas em meio à chuva da muda. Fico restrito a orar que um dia chegue a Primavera.
Os ventos quentes da mudança, do florescer. Tenho que sobreviver na penumbra do campo se quiser ver o Sol nascer em mais um equinócio.

Parado e firme com minhas raízes fincadas em minhas crenças e ideais. Aguardando ansioso o dia que meu amor aparecerá, trazendo as pétalas, os perfumes e a vida de volta à minha casca fria.

19/10/11 – 17h06min

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Diga-me o que quero ouvir




Teus olhos são como espelhos onde enxergo as coisas como elas não são, emoldurados pelos cílios de um anjo caído, que fisga tanto o olhar quanto o coração.
Ilusão divina que ofusca a visão. Contradição maldita me leva à tentação.
O vermelho vivo dos teus lábios a brilhar, chamando meus desejos para afogar minha vontade e minha saudade.

A mistura dosada de perfume e suor nos lençóis entrega sem medo nossa última noite juntos.
As fotos que tiramos e que ainda registraremos de cada momento. Recordações valiosas que sirvam de exemplo para o mundo que o Amor existe, sim.

Não se classifica como egoísmo virar as costas para tudo e todos e dedicar-se somente a quem amamos. Trata-se apenas da realização de um sonho. “Apenas”... Palavra vulgar para designar algo tão importante.

Verbalizar sentimentos é tão fútil... Afinal, é uma tentativa frustrada de ter meu coração aberto e exposto numa mesa para que entendas o que sinto.
Às vezes considero seriamente em desistir.
Correr até a sola de meus sapatos partir. Até meus pés sangrarem. Até meu corpo vazio cair no chão, enquanto meu coração ainda te persegue. Até te encontrar...
Só então poderei me matar naquilo que tira minha paz. Livrar-me de cada palavra dita.
Antes que minha angústia tenha um fim, diga-me se sente o mesmo por mim.
Se não, que faço aqui?
Diga-me o que quero ouvir!

05/10/11 – 16h32min

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dizeres do coração

Queria que calasses minha boca, que balbucia palavras sem sentido, com teus lábios. 
Provar da canção muda de nossos corpos em sintonia. 
Um ritmo ditado pela sincronia de nossos sussurros e gemidos que rompem o silêncio. 
Sinfonia erma de instrumentos, mas povoada de paixão.






27/09/11 - 22h15min

Refletir e chorar (minha rotina)





Meu rosto é só mais uma máscara feia, vazia e inexpressiva. Não sei demonstrar minhas emoções através de gestos, olhares, sorrisos ou prantos. Sou o mesmo. Feliz ou triste? Como estou? Você jamais saberá.
A única maneira que encontrei de externar meus sentimentos é escrever.
Acostumei-me com a segurança de me esconder atrás de uma mesa e rabiscar o papel com pensamentos e desejos.
No cair lento de cada lágrima por mim derramada um pedaço de minha máscara se vai... Pois nos momentos de solidão eu abandono meu semblante falso  e parado para mostrar o que realmente se passa dentro desse espaço aparentemente vazio no meu peito.
Arrastando-me até meu ópio.
Arrastando-me até você...

A marca do seu beijo carimbada nos meus lábios. Aquele perfume doce que eu guardo de lembrança em minhas melhores roupas. Seu rosto tatuado no meu estampado em meu coração.
Lembretes do que eu já fui uma vez – feliz.

Minha rotina é lembrar como era; imaginar como eu queria que fosse; lamentar o que nunca será.




27/09/11 – 19h56min

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Açoitado pelo amor



Antes tudo era tão simples, eu apenas existia. Só assistia a vida passar. Mas assim que você apareceu, eu comecei a viver.
Você mudou tudo. Para melhor? Para pior? Não importa. Só não quero voltar a ser o que eu era antes.
Não serei mais um qualquer declamando frases doces, cantando canções de amor banais, com palavras de um conquistador barato. Quero ser muito mais que isso para você.
Nós dois já sofremos o suficiente para encher milhares de vidas de dor, por isso eu suplico: acredite em mim quando disser que te amo.

Mas, por enquanto, sou obrigado a mentir para mim mesmo sobre o que sinto, só assim posso agüentar uma vida sem você! Caso eu comece a repetir o quanto você significa, não suportaria mais viver.

Eu costumava te querer, mas agora eu preciso de você.

Vou apodrecer de tanto esperar... Esperar por um amor impossível, algo realmente incrível, esperar por você, até apodrecer.
Quando você surge num pensamento ligeiro, correndo por minha mente, tenho meus únicos momentos de serenidade. Breves demais para aproveitar.
A única coisa que eu gostaria de entender é: você.

Ainda pensa nele?
Pois eu sim, mas não como rival ou ameaça.
Penso nele como um sortudo. Algo que temo nunca ser...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sou só eu?




Por melhores que certas pessoas sejam, comentários não intencionais ainda podem nos ferir.
A consciência de que há outros vivendo uma vida plena e feliz me encher de rancor e inveja, afinal também sou humano, por mais que me arrependa disso.
Saber que todos à minha volta tem a quem amar, abraçar, sussurrar juras de amor e confessar suas paixões, deixa-me no limiar da indignação.
Ver isso tudo é como se uma série de socos fossem dados diretamente em minha esperança. Esse mundo me reprime, é lindo poder ver que o amor ainda existe entre as pessoas, mas é uma tortura só poder presenciar isso e não poder vivenciar tal sentimento.

Poder ouvir a voz da pessoa amada, tocá-la, beijá-la, tê-la devem ser as melhores sensações que existem. Apenas devem ser... Já me esqueci como é provar o gosto doce de lábios apaixonados, escutar aqueles gemidos inocentes chamando seu nome, sentir o calor do corpo daquele alguém tão especial.

Adoraria me lembrar da época que eu ligava para ela e gastávamos horas sem assuntos relevantes, apenas pelo prazer da voz um do outro. Saber que tem alguém do outro lado dessa linha tênue que se preocupa com você é indescritível.
Pena que agora eu apenas posso almejar aquilo que todos tem, menos eu – o Amor.

16/08/2011 – 22h32min

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Alimentando a dor



Há horas que sentimos a necessidade de nos fazermos de vítimas. Precisamos de um pretexto para derramar uma lágrima e reafirmar nossa condição de meros humanos.

Teu beijo me envenenou; depois dele minha vida perdeu totalmente o gosto.
É fácil ver que não consigo te esquecer, basta olhar para o sorriso sínico e ingênuo do meu coração, que acredita não precisar mais de você para ser feliz. Pobre tolo.
Sempre fui um observador distante de sua beleza. Nunca tive efetiva coragem de me aproximar e ser quem eu queria que você conhecesse. O medo de perdê-la me prendia a um comportamento repetitivo e desconfiado.
Você era meu trunfo, minha vida. Você era minha. Será mesmo?
Dizem que só damos valor às coisas que temos depois que as perdemos. Eu te supervalorizava antes e depois de tudo acabar.
Agora vivo um Déjà Vu do que uma vez fomos. Memórias, momentos, mentiras.
Ainda canto as músicas que costumavam tocar quando estávamos juntos. Lembro-me de cada palavra dita, cada gesto e cada olhar. Cegamente fui guiado mais e mais dentro dessa insanidade chamada Amor. Sem notar a fria realidade por trás dos teus olhos falsos.
Não importa onde eu tente me esconder, esse sentimento continua a me assombrar.
Ouço vozes na minha cabeça e tudo o que fazem é reclamar. O que eu não faria para ter a mente apagada? Calar todos esses que enchem meu pensamento de idéias erradas, jogar fora todas as nossas lembranças juntos, da mesma maneira que você fez.
Recordações cruéis, que oprimem e cobram de mim justo aquilo que perdi.
Eu não minto; minhas verdades que são difíceis de aceitar.

Não é saudade o que sinto, pois não posso sentir falta de algo que nunca tive.

21/07/11 – 01h 39min

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sonho



A única diferença entre sonho e realidade é o quão dispostos estamos a acreditar no que está diante de nós.

Meu quarto – palco de muitas histórias – agora se torna cenário de uma mentira; um sonho mais real do que os momentos que passei com Ela. Estranhamente, não estávamos sozinhos. Havia outros no mesmo lugar, porém estáticos, meros figurantes mudos, numa cena onde eu protagonizava um reencontro. Não me lembro de seus rostos.

Ela, a única que reconheci, recostada na cabeceira da minha cama, parada. Aproximo-me dos lençóis perfumados com seu cheiro. Deito-me ao seu lado, mas minha presença passa despercebida. Vidrado naquela garota com olhar perdido no nada.
Toco-lhe o ombro e, suavemente, seus olhos tornam em minha direção. Todos à nossa volta somem.
Eu e ela passamos alguns instantes nos encarando com sorrisos inocentes.
Sua mão me envolve o pescoço e me puxa para perto, até ficarmos de rostos colados.

Senti o canto dos lábios dela procurando os meus, vindo cada vez mais, até que antes de perceber, estávamos nos beijando. Como costumávamos fazer. A mesma sensação que por tanto tempo me consumia e me tentava.
Aquela pele macia sendo pressionada contra minha saudade. Nunca me senti tão vivo.
Nostalgia assustadora.
Pena que nosso beijo durou pouco...

Subitamente, ela vira-se e corre para outro cômodo. Lá fui eu seguindo-a. Ao encontrá-la pergunto minhas últimas palavras: “por que não podemos apenas tentar?”.
Notei que estava prestes a me responder, mas nada ouvi.

Um ruído ensurdecedor me amedronta e me faz levantar assustado. Era o maldito relógio que arrancou ela de mim tão de repente.
Tudo aquilo não passara de mais uma noite com memórias me traindo.

Mas quando acordei, meu pescoço suava justamente onde ela me tocou. Minha boca estava seca. Meu corpo tremia.
Fora apenas um sonho? Espero que não.

19/07/11 – 15:35

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Minha promessa




Todo abraço sincero e apaixonado que você me dava apertava meus pulmões e me roubava o fôlego.
Toda palavra soava como um delicado acorde. Aos poucos suas frases tornavam-se canções, músicas que eu canto até hoje na solidão.
Todo beijo lembrava-me de nosso primeiro. Preciosos minutos que não voltam. Desbravar teus lábios na inocência de encontrar neles o que eu procurava tão desesperado – o amor.

Com o tempo teus olhos ficaram incolores; teu perfume, inodoro; teu toque, comum; teu beijo, insípido.

As incontáveis páginas de poemas e juras de amor que eu lhe entregara iam mofando, ficando amarelas como seu sorriso falso ao me ver. Passou a me abraçar cabisbaixa, desmotivada, triste.
Meu amor ignorante me vendou.
Para mim você continuava a mesma. O cabelo passou a cobrir o brilho que vinha dos olhos. Tua pele ficou fria, ao toca-la eu sentia a necessidade de aquecê-la , quando na verdade era um sinal. Só mais um de vários outros sinais.
Como não pude vê-los?
Porque eu não sei enxergar, eu sou um cego guiado por sentimentos.

E agora o que me resta?
Não nos falamos, mau nos vemos, nós nunca mais sorrimos na presença do outro.
Você me prometeu que no fim continuaríamos a amizade que construímos antes do amor a destruir. Pena que nem todos cumprem com o prometido...
Lembra-se de minha promessa?
Lembra-se daquele buquê de flores vermelhas que te dei certa vez? Nele vinha uma rosa de plástico e um bilhete dizendo: meu amor por você só acabará quando a última flor morrer.
Lembra-se de minha promessa?

23/06/11 – 17h37min

terça-feira, 21 de junho de 2011

No meu velório...





Um dia de sol escaldante, o canto dos pássaros nos envolvia. As pessoas na rua, despreocupadas, como se nada tivesse acontecido, mal sabem que alguém entre elas se fora hoje. Afinal, só um não fará a menor diferença, certo? Só fará quando for você aquele prestes a partir. E chegara minha vez.

Num típico funeral o que se espera? Chuva, dor, saudade, comoção, lágrimas?
Não hoje. Pois nesta manhã quente não via-se nada disso.
As carreatas que acompanham os amados mortos me esqueceram.
No meu velório só estão presentes os funcionários da funerária, pagos apenas para despejar meu corpo num buraco.

Cemitério ermo. As lápides me encarando, chamavam meu nome. Minha cova previamente feita me aguardava ansiosa.

Não há quem se importe, ninguém ousa comparecer, aliás, não mereço presença. Nenhuma viva alma sentirá minha falta.
A terra me esmagando, a luz se já não me alcança, a esperança já me abandonara.
Após ser enterrado percebo que devia ter partido mais cedo. Devia ter livrado o mundo de mim há mais tempo.
Só peço que não se esqueçam de mim, do quanto me sacrifiquei por vocês, da vida que desperdicei por amor.
Será que tudo isso valeu a pena? Tarde demais para descobrir. Agora só me resta apodrecer.

21/06/11 – 23h11min

terça-feira, 14 de junho de 2011

LIEBE



Desabafar com as paredes é a única opção que me resta.  Não há mais quem suporte me ouvir, pois meu coração não suporta mais sofrer.
Eu não entendo a repercussão de meus atos, eu raramente penso antes de fazê-los. Mas ontem foi a última gota.
Num mundo tão vasto, eu tinha logo que sentir isso por você...? Tenho medo de dizer “apaixonado”, porque não quero colocar em risco tudo que passamos e tudo que temos.
Aquela noite deixará cicatrizes profundas em nós. Duvido que esqueçamos o que se passou entre aquelas paredes. Um sonho? Um pesadelo? Ambos?
Não sei o que pensas de tudo isso, só quero que saiba que tudo que fiz foi por medo. Medo de te perder, medo de demonstrar algo que nunca imaginei sentir, medo de deixar outra pessoa toma-la de mim.
Nunca ponderei em como seria te desejar, e isso me assusta. Tudo que compartilhamos parece convergir a esse momento no destino, onde eu, inevitavelmente, sentiria algo por você. Mais avassalador e contraditório que nunca.
Antes da noite passada éramos companheiros, confidentes e amorosos. Agora não faço idéia do que pensar de mim. Por causa de minhas atitudes premeditadas me afastei involuntariamente de uma das razões do meu viver – você.
Jamais fora minha intenção distanciar-me de ti. Apenas aconteceu. Enquanto estou a sucumbir e a me amaldiçoar, você aproveita a paixão recém-encontrada. Trocando palavras doces e promessas ternas com teu amor (esses seriam meus planos para nós dois) você se aproxima mais e mais de uma vida feliz. E essa vida é tudo que eu desejo para você. Meu único arrependimento é que não será comigo. Ainda te amo do modo como sempre amei, mas agora não sei do que sou capaz de fazer. Preciso me acalmar e me conformar que essa é uma luta perdida, pois vitoriosos são aqueles que estão predestinados a ganhar. Do mesmo modo que eu estou fadado ao desgosto eterno e à mágoa incessante. Nunca vou deixar de te amar, mas será necessário deixar de te querer.
ICH LIEBE DICH.

14/06/11 – 14h37min

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Escrevendo para aquela que não me escreve




Quando estou longe de você eu choro de saudade.
Quando te vejo meus olhos se enchem d’água,
 por saber que você jamais será minha.
Todo o tempo gasto juntando coragem para lhe dizer o que meu coração clama... Tudo jogado fora.
Tantos planos, tantas idéias, tanta esperança; nada me resta.
Você... Justo você que me fazia perder o sono toda noite e acordar no dia seguinte com um sorriso estampado no rosto. Justo você... Foi embora e encontrou felicidade nos braços de outro.
Assim que a notícia me atingiu, senti como se fosse um tiro atravessando-me o peito e furando-me a única coisa que lhe prometeria – meu coração.
Agora, cada vez que grito teu nome sou ignorado; sempre que ouso lembrar do teu rosto, sou ferido nas cicatrizes de amores passados; quando tento tocá-la sou empurrado de volta para o canto escuro alcunhado de solidão. O amor pra mim se tornou uma busca rotineira onde não há pistas, caminhos, rotas, atalhos ou placas. Tudo não passa de um ciclo onde não vou a lugar nenhum sendo guiado por uma luz que, por mais que eu acredite ser esperança, é apenas um resquício de pessoas que alcançaram a felicidade.
Meu coração não bate, mas ainda se parte.

09/06/11 – 22h07min

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dualidade do coração




Receio que me envolver me priva de aproveitar a vida. Ao entardecer de mais um dia desperdiçado eu percebo que a vida está passando e eu não estou vivendo. Meu coração bate como o de qualquer outro. Mas bate sem um propósito, sem uma razão que o faça socar a parede de meu peito com vivacidade. Já batera voraz e com vontade de amar, mas agora, não passa de uma fera enjaulada com medo do mundo cruel lá fora.
Não há mãos que possam o acalentar, não há vozes que possam o acalmar, não há quem o possa salvar.
Talvez haja...
Mas esse medo patético de ser apunhalado novamente o torna prisioneiro da amargura. Será que ainda amo? Será que existe alguém nesse mundo capaz de despertar meu amor?
Talvez haja...
Um lugar para o qual eu possa correr e me abrigar com essa pessoa ainda misteriosa.
Talvez haja...
Um modo de encontrá-la, mesmo após ter me perdido.
Talvez haja..
Esperança.

Só uma coisa é certa nessa minha vida miserável desprovida de paixão, há quem ria de mim. Há aqueles que não entendem a necessidade de amar, assim como aqueles que encontraram o que estavam procurando. Estes, e tantos outros, me humilham diante de mim mesmo, fazendo-me de exemplo para nunca mais amar de novo.
Sentirei falta dos momentos, das risadas, dos beijos, dos toques, das palavras que ainda me assombram na hora de dormir. Recordarei avidamente aqueles curtos instantes que minha vida teve um propósito. Por que não posso vivê-los outra vez? Melhor pergunta seria: por que não consigo?
Talvez haja esperança. Talvez não.

31/05/2011 – 22h05min

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mesma história




De agora em diante vou andar com o coração vendado e preso numa camisa de força, pois este tolo insensato já me fez sangrar muito por razões banais.
Carrego as cicatrizes do descaso, da desilusão, do amor não correspondido e do amor ainda vivo. Pesos para a consciência e para o peito, pois não sei até que ponto vale arriscar-me por uma paixão. Não quero que tudo se repita, mas é tudo tão similar... Mesmo motivo, mesmas circunstâncias, mesmo idiota à busca de um amor de verdade.
Ainda acredito. Acredito que com você será diferente, será melhor, será real.
Será?
Só sei que crer é o primeiro passo para saber, e desde que você me ensine, eu quero aprender. Aprender a amar.


03/05/2011 - 21:12

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Triste Realidade



Por que a grama do vizinho é mais verde?
Por que o “nosso” nunca nos satisfaz?
Por que continuamos morrendo de sede?
Por que nossas vidas não valem mais?

Meu nome escrito em seu peito
Agora se apaga com o tempo
Esqueceste tudo que tinha feito
Como um grão de poeira ao vento

Mas o seu ainda está aqui
Cravado em minha mente
Prova da cova onde caí
Ainda não sei o que sente

Sempre fora misteriosa e fechada
Fizera de mim o que hoje sou
Uma pessoa de si mesmo enojada
Um alguém que uma vez te amou

Mas quando olho ao redor
Vejo todos vivendo bem
Sempre há alguém melhor
Por que eu não também?

Amor é uma faca de dois gumes
Sedutora e perigosa
Dela, ninguém nunca está imune
Lâmina cruel e maldosa

Por todo o corpo
Cicatrizes em mim
Um ser de desgosto
Serei pra sempre assim

Aquela luz que vemos
É apenas ilusão
Coberta em veneno
Vinda do coração

sábado, 2 de abril de 2011

Chegue logo, por favor...




A gota de suor escorrendo por meu pescoço denuncia minha insegurança. Meu pé batendo, minhas mãos tremendo e meu coração acelerando.
Olhar para meu relógio tornou-se um cacoete estressante. Os minutos passam, acarretando as horas, e, com elas, os dias.
As pessoas na rua riem abertamente da minha cara patética e esperançosa de que, um dia, meu amor chegará. Mas ela não chega... O Sol cortando os céus, as sombras o seguem, o tempo passa tão depressa que consigo acompanhar seu movimento.
Tenho vontade de chorar, mas até mesmo as lágrimas se foram, fugiram. Minha boca seca deseja beijar a sua e meus braços trêmulos anseiam em te envolver.
Mas você ainda não chegou e nem nunca virá. “Por quê?" É o que eu quero saber.

02/04/11 – 15h38min

quinta-feira, 24 de março de 2011

Acordando pra vida




Quando você fala, não escuto sua voz... Perco-me no movimento suave de seus lábios.
Sempre, meiga e sorridente, você se põe na ponta dos pés e me abraça. Não faz idéia do quão quente fico quando te sinto logo pela manhã...
Vejo meu reflexo nos teus olhos negros como meu coração; tenho medo sempre que o faço... Não sou digno de tua presença, muito menos de teu toque.
Você é o motivo de eu acordar todos os dias, antes do canto de alvorada, com um grande sorriso no rosto e uma frase na mente – “mais uma noite sem nada, mais um dia com você”.
Tira minha concentração durante as aulas, tira meu sono de madrugada, tira meu coração e guarda no teu bolso (onde ele deve ficar).

No mundo há dois tipos de homem:

Os que sonham durante a noite, e os que sonham durante o dia.
Aqueles que desfrutam da quietude da escuridão para deixar esse mundo e serem livres dentro de suas próprias mentes, são nada mais que sonhadores.
Aqueles que se iludem vendo o real como um grande “conto de fadas”, não passam de perdedores, que, no fim, se arrependem de não terem acordado a tempo.
 Sonho contigo 24 horas.
Que faço agora?
O único jeito de acordar desse pesadelo é se eu me deitar e nunca mais levantar.
Sentirei sua falta...

24/03/11 – 20h42min

terça-feira, 22 de março de 2011

Céu Negro



As gotas de chuva espalhadas na janela, pingos d’água entrando no quarto, um vento frio de cortar a alma. É outono.
As árvores parecem sem vida, enquanto a brisa suave soprando o que restou delas – folhas mortas e pétalas desbotadas, como das flores do buquê que te dei, quando você ainda me amava. Ou pelo menos, acho que “amava”.
Uma lágrima salgada de rancor e remorso desce meu rosto até minha boca. Nunca havia sentido o gosto da tristeza. É pior que eu imaginava. Bem pior.
Memórias de nossas mãos juntas me ferem como flechas envenenadas com o batom que você costumava usar.
De minha varanda, eu vejo um casal... Lá... Ao longe. Dividindo o mesmo guarda-chuva. Correndo da água que os persegue, ambos rindo, amando, vivendo. Abrigam-se num toldo, jogam o pequeno guarda-chuva preto no chão e ele, num gesto cativante, tira o cabelo molhado do rosto delicado de sua amada e a beija.
Um soco no estômago de todos aqueles que já tiveram seus corações despedaçados.
E eu... Assistindo àquela cena, amargurado. Invejando todos aqueles que desfrutam de uma dádiva chamada “amor”.

22/03/11 – 17h35min